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On 17 outubro 2011 1 comentários


A comunidade da Mina Brejuí esteve em festa.
Por esta razão, temos a alegria de agradecer os colaboradores e os visitantes que participaram de nossa festa.
Temos a certeza de que o clima de espiritualidade foi um momento oportuno de aprofundamento da nossa fé, fortalecendo a vivência com a família, como pessoa e sociedade.
Juntos rezemos a Deus para que a família brasileira seja reflexo da Sagrada Família de Nazaré.
Para todos Abundantes benção do senhor pela intercessão de Nossa Padroeira.

On 04 maio 2011 1 comentários





Segue um trecho do livro "Graça em Todo dia" de Catherine Doherty, uma escrava e filha da Virgem Maria que muito nos ensina sobre a maternidade e amor de Nossa Senhora:

Este é o mês de Maria, Mãe de Deus e dos homens e mulheres.  Por que não conservar este mês longe das preocupações e dos temores – das diversões frívolas e das recreações sem sentido? Por que não começar uma jornada para dentro em direção ao Imaculado Coração de Maria, para aprender com ela o segredo do Rei, seu Filho - o segredo que mudaria nossas vidas e com elas todo o mundo - o segredo da caridade sem fim, da paz de Deus e da alegria de Maria - o segredo e a arte de ser diante de Deus e trabalhar por Deus?
Isto não é fácil para os modernos e inquietos homens e mulheres que têm andado longe das verdades e dos caminhos de Deus. Felizmente, podemos começar voltando-nos para uma criatura igual a nós, uma mulher que nos guiará ao longo da estrada real para Deus, seu Filho. Sim, podemos começar de maneira bastante fácil, voltando-nos para Maria, a Mãe de Deus que fez deste século o seu século. Medianeira de Todas as Graças! Rainha de todos os corações! Um ser humano que vestiu Deus com nossa carne! Ela sabe todas as respostas. E ela está pronta, não apenas pronta, mas ansiosa - para dá-las a todos os que a procuram. A mulher que passou seu tempo na terra envolvida em silêncio está nos falando hoje desde Lourdes, Fátima e tantos outros lugares.  Se apenas tivéssemos tempo para escutar e meditar suas palavras, poderíamos fazer do nosso tempo um tempo de paz e nossas vidas seriam vidas de alegria. 
Que neste mês tenhamos coragem de fazer essa "peregrinação", essa "jornada para dentro" rumo ao Coração Imaculado de Maria, pois creio firmemente que lá encontraremos o Rei Jesus! Coração Imaculado de Maria, eu confio em vós!

On 01 maio 2011 0 comentários

Beato João Paulo II: um exemplo de vida para os nossos dias

Um exemplo de vida para os nossos dias.

João Paulo II é elevado à honra dos altares pelo papa Bento XVI. Dois papas, dois servidores da Igreja, dois amigos, duas figuras tão relacionadas entre si: este é um aspecto particularmente significativo.

A beatificação de João Paulo II é um acontecimento sem precedentes, já que nos últimos dez séculos da Igreja Católica nenhum papa beatificou seu antecessor, como ocorre neste 1º de maio.

O último papa proclamado santo foi Pio X (1835-1914), canonizado em 1954. Foram 78 os papas canonizados ao longo da história, enquanto outros dez foram beatificados. Pio IX e João XXIII foram os dois últimos papas a ser beatificados, ambos por João Paulo II, em 2000.

Atualmente se encontra aberto o processo de beatificação de Pio XII (1939-1958) e Paulo VI (1963-1978). João Paulo II antecipará os dois e será beatificado mesmo antes do período de cinco anos após sua morte, tempo exigido pelas normas do Vaticano.

A beatificação surgiu no século XV, e era um privilégio concedido pelo papa em previsão da futura canonização, permitindo que já se começasse a prestar culto público (orações oficiais e públicas a essa pessoa em igrejas e oratórios, Missas, veneração oficial de suas relíquias). No século XVII a beatificação acabou se tornando um passo obrigatório antes da canonização. Com a beatificação pelo papa, a pessoa santa passa a ser chamada de Beato ou Beata (do Latim beatus, bem-aventurado, feliz).

A santidade é fruto da relação entre a Graça de Deus e a liberdade humana. João Paulo II foi homem de intensa vida interior que se comunica. Quem não se lembra do modo intenso e profundo como celebrava a Eucaristia, como se recolhia longamente em oração, onde quer que chegasse, e a devoção com que falava espontaneamente de Cristo e de Nossa Senhora? Ao mesmo tempo, manifestava uma invulgar capacidade de comunicação pessoal, tanto diante das multidões, como em particular, atraindo magneticamente tantos jovens.

Foi também um profeta de audazes intervenções em nome da justiça e da paz. Foi um homem sem medo, ao enfrentar muitas e difíceis situações políticas, sociais e morais, intervindo com desassombro. Não restam dúvidas acerca do seu papel na promoção dos direitos humanos e na defesa da vida humana. Apontando sempre caminhos de reconciliação e paz, viajou por todo o mundo, correndo todos os riscos, na atualização da missão de Jesus Cristo, em incansáveis ações de nova evangelização. Sem dúvida, neste homem encontramos um exemplo de vida para os nossos tempos. Um homem de Deus cheio de uma coragem aliada à doçura de Cristo em tudo o que fazia.

Karol Wojtyla foi uma testemunha da alegria na saúde e na doença, com máximo respeito pela vida. Lutou até ao fim sem desistir de estar presente para comunicar a fé, a certeza do amor de Deus, em todas as circunstâncias, mesmo naquelas que o mundo já não quer ver ou de que retirou a dignidade. Sua figura desconcertou a muitos.

Sua beatificação pode ser lida como um dom de Nossa Senhora à Igreja, a todos os fiéis. O seu lema episcopal “Totus Tuus” – todo teu, ó Maria – é uma expressão da espiritualidade de toda a sua vida. Mas em particular, devemos dizer que seu pontificado se desenvolveu sob o olhar de Maria. No dia 25 de março de 1984, na Praça São Pedro, diante da imagem de Nossa Senhora de Fátima trazida especialmente de Fátima, o papa, de joelhos, consagra a Rússia ao Imaculado Coração de Maria; no ano seguinte, chega ao poder Gorbachev e tem início a perestroika, a mudança, a revolução no Leste europeu.

Neste 1° de maio, a Igreja nos convida a dar graças a Deus pela vida e ação deste papa, por todo o bem e estímulo que continua a nos transmitir pelo seu exemplo de vida e intercessão.

Beato João Paulo II, rogai por nós!

Kátia Maria Bouez Azzi

Consagrada na Comunidade Católica Pantokrator

On 17 abril 2011 0 comentários


Por Dom Emanuele Bargellini, Prior do Mosteiro da Transfiguração


SÃO PAULO, quinta-feira, 14 de abril de 2011 (ZENIT.org ) - Apresentamos o comentário à liturgia do Domingo de Ramos - Mt 21, 1-11; Is 50, 4-7; Fl 2. 6-11; Mt 26, 14-27, 66 - redigido por Dom Emanuele Bargellini, Prior do Mosteiro da Transfiguração (Mogi das Cruzes - São Paulo). Doutor em liturgia pelo 'Pontificio Ateneo Santo Anselmo' (Roma), Dom Emanuele, monge beneditino camaldolense, assina os comentários à liturgia dominical, às quintas-feiras, na edição em língua portuguesa da Agência ZENIT.

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Domingo de Ramos

Leituras: Mt 21, 1-11; Is 50, 4-7; Fl 2. 6-11; Mt 26, 14-27, 66 

"Na hora conveniente, reúne-se a assembleia num lugar apropriado fora da igreja, trazendo os fieis ramos nas mãos. O celebrante abençoa os ramos. É proclamado o evangelho da entrada de Jesus em Jerusalém. Precedida pela cruz, a assembleia se dirige em procissão, cantando salmos e hinos de louvor a Cristo-Rei, para a igreja na qual se celebra a eucaristia" (Missal Romano-Domingo de Ramos).     

Gesto simples. Aparentemente óbvio e previsto nas normas do missal para organizar a celebração do Domingo de Ramos. Na realidade, com a linguagem simbólica própria da liturgia, ele nos introduz em maneira espontânea no Mistério Pascal de Cristo e nos faz vislumbrar nossa participação vital no mesmo. Este evento abre a celebração do Domingo de Ramos e de toda a Semana Santa da Páscoa, marcando o seu movimento interior.

Ao se reunir, como primeiro ato, a assembleia proclama e escuta o evangelho de Jesus. Em resposta, se põe a caminho, seguindo a cruz do Senhor. Continuará seguindo Jesus no seu caminho pascal, através de quatro significativos movimentos ao longo dos ritos da Semana Santa, tendo seu olhar fixo "naquele que iniciou e realizou a fé, em Jesus, o qual, pela alegria que lhe foi proposta, sofreu a cruz, desprezou a humilhação e sentou-se à direita do trono de Deus" (Hb 12,2). Os movimentos marcam quase que todas as etapas de todo  caminho de fé, caminho este que no itinerário pascal encontra seu modelo.

O primeiro movimento é a procissão dos Ramos atrás da cruz do Senhor: em Jesus crucificado a assembleia reconhece e proclama o vencedor da morte e o guia do seu caminho. O segundo acontece na Sexta-feira santa, quando, ao celebrar a Paixão do Senhor, a assembleia desfila em procissão para honrar e beijar com devoção e amor a cruz que está elevada diante de si: a cruz é transformada de patíbulo em árvore da vida e trono da glória de Cristo. O terceiro movimento anima o início da solene Vigília pascal. A assembleia se põe a caminho atrás do Círio Pascal, única luz nas trevas da noite e, ao acender as próprias velas do mesmo Círio, se deixa iluminar pela luz de Cristo Ressuscitado. É na luz de Cristo que os fiéis aprendem a enfrentar os desafios da vida e dela se deixam guiar.

No cume da vigília pascal, a assembleia acabará seu caminho ao aproximar-se, cheia de alegria e agradecimento, à mesa do Senhor, juntamente com os neo-batizados, que pela primeira vez vão receber o corpo e o sangue do Senhor. Inseridos como membros vivos do seu mesmo corpo que é a Igreja, visível na assembleia celebrante, todos recebem o convite solene e cheio de alegria do diácono, para sair da celebração, retornando como portadores da luz e da paz de Cristo em direção àquela mesma realidade ambígua do mundo, da qual saíram no início, para mergulhar-se na páscoa transformadora de Jesus. O movimento interior de adesão a Cristo, iniciado no domingo dos Ramos e alimentado pelas várias passagens rituais, dá lugar ao movimento da vida animada pelo Espírito.

Assim, o primeiro gesto ritual com o qual, no domingo de Ramos, o povo de Deus se reúne para iniciar a celebração da páscoa do Senhor, exprime em síntese a totalidade do Mistério Pascal de Cristo e o profundo envolvimento nele, na fé e no amor, de cada pessoa e da Igreja inteira. Desde sempre a Igreja é o povo de Deus a caminho, impelida pelo Espírito, em movimento através das vicissitudes da história, rumo à plenitude do reino de Deus. Ela é caracterizada pela pluralidade dos dons, das experiências culturais e espirituais, das sensibilidades sociais, das elaborações teológicas e dos diferentes ritos litúrgicos, porém, sempre orientada no seu olhar para Cristo Jesus, morto e ressuscitado, origem e centro da sua comunhão.

Ela caminha procurando estar em relação profunda com Deus, empenhada a promover a comunhão e a solidariedade entre seus membros e com toda a família humana, para avançar na história como "povo santo e pecador, para construirmos juntos o vosso reino que também é nosso" (Oração eucarística V). Toda comunidade que celebra com fé a páscoa do Senhor, embora com simplicidade de meios e na pobreza das estruturas, vive seu momento forte e profético de povo de Deus a caminho, gerado em maneira sempre nova pela páscoa de Jesus.

As primeiras comunidades cristãs de Jerusalém, movidas pela devoção e pelo desejo de partilhar de perto com amor os passos de Jesus no seu caminho de paixão e de glorificação, organizaram, sobretudo a partir do séc. IV [1], celebrações especiais em cada lugar onde Jesus tinha vivido seus últimos dias de presença física no meio dos seus discípulos, dias tão decisivos no plano de Deus e para a nossa salvação: da última ceia no cenáculo à Paixão no horto das oliveiras, da Morte no Calvário à Sepultura e Ressurreição no jardim, até à Ascensão na colina perto de Jerusalém. A celebração semanal da páscoa no dia do domingo e aquela anual, acabaram enriquecendo-se de celebrações especiais ao longo do Tríduo sagrado e da semana que precedia o Domingo da Páscoa.

A estrutura atual da nossa Semana Santa é herdeira feliz desta tensão de amor das primeiras comunidades, finalizada a guardar a memória sagrada dos acontecimentos históricos fundamentais no plano da nossa salvação. Ao longo dos séculos, por variadas vicissitudes históricas, ela tinha perdido sua linearidade celebrativa e simbólica. Felizmente conseguiu recuperá-la, graças à iluminada ação da reforma litúrgica realizada pelo papa Pio XII nos anos 1951 e 1955, e aperfeiçoada pelo Concílio Vaticano II.

A força narrativa dos acontecimentos da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus proclamados nas leituras bíblicas, e o intenso envolvimento emocional que as celebrações destes dias conseguem realizar, mesmo em pessoas que raramente participam nas liturgias, não devem nos fazer esquecer seu profundo sentido espiritual, e a exigência de participar às celebrações com intensidade de fé e de amor ao Senhor.

Na celebração litúrgica da Igreja se torna presente e atuante, pela ação permanente de Cristo e do seu Espírito, o amor infinito do Pai, manifestado no amor sacrifical de Jesus até a morte, e se renova o dom da vida divina que nos faz viver como filhos e filhas do Pai e irmãos uns dos outros.

Os emocionantes ritos destes dias vão muito além de uma devota reconstrução cênica da Morte e Ressurreição de Jesus como acontecimentos do passado. Eles nos proporcionam o encontro vivo com o Cristo vivente. Doam-nos a energia transformadora do seu amor, fazendo-nos viver desde agora, de antemão, as primícias da sua plenitude na relação filial com o Pai e na relação fraternal entre nós.

Tendo presente esta perspectiva sacramental das celebrações, é possível e muito oportuno valorizar em maneira fecunda a grande riqueza das expressões da religiosidade popular, que foi muito criativa na sua capacidade de fazer reviver os acontecimentos pascais, na dimensão trágica e na de alegria jubilosa que os caracterizam.

Deixamo-nos guiar neste apaixonado caminho rumo às entranhas do Senhor, por alguém que viveu profundamente esta experiência. "Onde podemos encontrar repouso tranquilo e firme segurança para a nossa fraqueza, a não ser nas chagas do Salvador?... Na verdade vou buscar confiantemente o que me falta nas entranhas do Senhor, tão cheias de misericórdia que não lhe faltam fendas por onde se derrame. Perfuraram suas mãos e seus pés e transpassaram seu lado com a lança; por essas fendas é-me permitido... provar e ver quão suave é o Senhor... Mas o cravo penetrante tornou-se para mim a chave que abre para que eu veja a vontade do Senhor. Clama o cravo, clama a chaga que verdadeiramente Deus está em Cristo, nele reconciliando o mundo" (São Bernardo, Sermão 61, 3-5 sobre o Cântico dos Cânticos, LH Monástica, 2 Semana de Quaresma, quarta-feira).

Durante os dias da Páscoa, o estilo, poderíamos dizer a arte, com que a liturgia costuma celebrar o Mistério de Cristo, se exprime em toda a riqueza da sua linguagem, e nos envolve em maneira fascinante no mistério que estamos celebrando.

O Papa Bento XVI, com sua especial sensibilidade litúrgica e pastoral, nos ofereceu novamente em maneira eficaz o ensinamento dos Padres da Igreja e do Concílio Vaticano II, sobre esta estrutura simbólica e sacramental da liturgia e sua capacidade de promover nossa participação profunda: "Igualmente importante para uma correta  arte da celebração é a atenção a todas as formas de linguagem previstas pela liturgia: palavras e canto, gestos e silêncios, movimento do corpo, cores  litúrgicas dos paramentos. Com efeito a liturgia, por sua natureza, possui uma tal variedade e níveis de comunicação que lhe permite cativar o ser humano na sua totalidade" (Exortação apostólica Sacramentum Caritatis, n. 40 [2007]).

A Igreja nos solicita, para uma participação ativa, consciente, plena e frutuosa, "que a própria natureza da liturgia exige e à qual, por força do batismo, o povo cristão, 'geração escolhida, sacerdócio régio, gente santa, povo de sua conquista' [1 Pd 2, 9] tem direito e obrigação" (Constituição Sacrosanctum Concilium n. 14). Trata-se de acolher a ação de Deus em nós, respondendo com amor ao seu amor, unindo-nos ao amor de Cristo pelo Pai e pelos irmãos.

Cristo continua sendo o protagonista central de toda ação litúrgica da Igreja com seu Espírito. Isto aparece em maneira ainda mais marcada nas celebrações desta semana central do ano litúrgico, que chamamos de "Santa", enquanto nela se concentram os eventos decisivos da sua vida, da sua morte e da sua ressurreição com o envio do seu Espírito, eventos que nos tornam partícipes da vida e santidade de Deus. Convidam-nos a nos deixar envolver plenamente no dinamismo pascal de morte ao homem velho para a vida nova no Espírito.

"Bendito o que vem em nome do Senhor!". Com esse refrão acompanhamos a procissão até a porta da igreja. A entrada messiânica de Jesus em Jerusalém, no júbilo e na alegria (evangelho de Mt 21, 1-11, e procissão) é inseparável da proclamação da sua Paixão, centro da liturgia eucarística deste domingo (Mt 26, 14 - 27,66). A leitura do profeta Isaías, que delineia a figura e a missão do Servo do Senhor sofredor, salvado por Deus e por ele escolhido a tornar-se Salvador dos povos (Is 50, 4-7), destaca a mesma intrínseca conexão entre sofrimento e salvação. A mesma mensagem nos entrega Paulo ao apresentar Cristo, modelo inspirador da nova maneira de viver na comunidade dos discípulos. Ele despiu-se voluntariamente da sua dignidade divina para assumir a condição humana de extrema humilhação até a morte de cruz, porém, por isso foi glorificado pelo Pai e constituído Senhor e Salvador de todos (Fl 2, 6-11). A lógica da Páscoa se torna o sangue que corre nas veias do corpo do discípulo irrigando a comunidade de vida.

Ela realiza a passagem de um mundo para outro. Como canta o Prefácio, "Pelo poder radiante da cruz, vemos com clareza o julgamento do mundo e a vitória de Jesus crucificado". Ao canto jubiloso do salmo real cantado pela assembleia em procissão, "Ó portas, levantai vossos frontões! Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, a fim de que o rei da glória possa entrar" (Sl 23,9 - Processional), faz eco o grito sofrido e confiante de Jesus na cruz: "Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?.... Vós, porém, ó meu Senhor, não fiqueis longe, ó minha força, vinde logo em meu socorro!" (Sl 21, 1. 20 - Responsorial ).

O canto alegre do Hosana e de glória e louvor a Cristo rei e redentor durante a jubilosa procissão, se entrelaça com a sóbria meditação sobre o extremo exemplo de humildade dado por Cristo ao se tornar homem e morrer na cruz. A partilha com a cruz de Cristo nos permite participar da sua glória (Oração do dia). Foi o caminho pascal de Cristo. É o caminho da Igreja, seu corpo e sua esposa amada. É o caminho de fé e de amor de todo discípulo e discípula.

Notas:

1. Vale a pena a leitura do texto da peregrina Etéria, que ao visitar os lugares santos nos legou em seus diários um quadro sobre a liturgia hirosolimitana do IV século. BECKHAUSER, A. Peregrinação de Etéria: Liturgia e Catequese em Jerusalém no s
éculo IV. Petrópolis: Vozes, s.d.

Fonte: cleofas

On 10 março 2011 1 comentários

Dom Celso Antônio Marchiori

Bispo de Apucarana - PR

Quaresma é o tempo litúrgico que precede a Páscoa do Senhor. Sim, este tempo bonito da liturgia nos leva, sobretudo, a fixar o olhar na Páscoa do Senhor. Páscoa é tempo de vida, de alegria, de ressurreição.

Durante a quaresma a Igreja nos exorta a vivermos mais intensamente a vida cristã. Para isso, nos é proposto alguns exercícios quaresmais tal como a oração, o jejum, a penitência, mas, sobretudo a virtude da caridade fraterna. E a cada ano a Igreja pensa num tema bem específico para vivenciarmos. Tema sempre relacionado à nossa vida. É o tema da CF. Neste ano o tema é: Fraternidade e a vida no Planeta. E o lema: “A criação geme em dores de parto” (Rm 8,22).

Desde a criação do mundo a natureza vem sendo ferida pela ação humana. Quando Deus criou o universo, ele o criou com muito amor pensando em nós. São tantos detalhes importantes presentes neste imenso universo que nós nem nos apercebemos. Mas tudo foi criado harmonicamente. E nós fomos por Deus colocado neste jardim esplêndido que é o planeta terra para que aí, num relacionamento harmônico com tudo e com todos os que nos circundam, pudéssemos viver bem felizes. E na medida em que vivemos em harmonia com Deus, com o próximo, conosco mesmos e com a natureza à nossa volta, estamos em condições de experimentarmos profundamente a felicidade de Deus. Em todas as páginas da Bíblia encontramos algum vestígio deste princípio. A Bíblia toda fala deste gigante universo e de tudo o que há nele: o céu, a terra, o sol, a chuva, o frio, o calor, a geada, a neve, o relâmpago, os trovões, as florestas, os animais, as aves, as águas, os peixes, o dia e a noite, as montanhas e as planícies, o mar, as pedras e os rios. O próprio Jesus ao falar sobre as realidades transcendentes fala da oliveira, da videira, da figueira, do trigo, das pérolas, da mostarda, dos pássaros e das flores. Enfim, usa da paisagem natural à sua volta para dizer sobre as coisas do céu. Então, só podemos ser perfeitamente felizes se tivermos um afável relacionamento com a vida no planeta.

A CF deste ano vem nos chamar gravemente a atenção para este ponto nevrálgico: o aquecimento global e as mudanças climáticas. Estes são, na verdade, sinais de alerta a nos dizer que não estamos cuidando bem deste jardim de Deus, onde tudo, funcionado perfeitamente, colabora para a nossa qualidade de vida, para a nossa felicidade.

Juntamente com os exercícios quaresmais, queremos que o tema da CF nos ajude a atingir o objetivo geral desta Campanha: “contribuir para a conscientização das comunidades cristãs e pessoas de boa vontade sobre a gravidade do aquecimento global e das mudanças climáticas, e motivá-las a participar dos debates e ações que visam a enfrentar o problema e preservar as condições de vida no planeta”.

Sim, queridos irmãos e irmãs, o tema que vamos rezar nesta quaresma é um assunto vital. Tornemo-nos missionários deste anúncio. Com nosso testemunho e palavras ajudemos na divulgação desta verdade: “A temperatura futura do planeta terra, se quisermos que seja favorável ao desenvolvimento normal da vida humana, vai depender de nosso modo de produzir e consumir, enfim, do modo de nos relacionar com a terra”. “se nos tornamos inimigos da cama não podemos dormir; se nos tornamos inimigos da terra não podemos viver” (Dom Celso).

Que Maria, a Mãe de Jesus, que transformava em vida toda Palavra de Deus que meditava e guardava em seu coração, nos acompanhe neste caminho quaresmal para que nós também, acolhendo a Palavra de Deus em nossas celebrações e o Tema: “Fraternidade e a vida no Planeta”, nos empenhemos em busca da vida e de sua justa manutenção e não nos cansemos de cultivar e de cuidar deste nosso planeta, o jardim que Deus, Pai amoroso, nos deu para nele vivermos em paz e que hoje requer o socorro dos autênticos filhos de Deus.

On 08 março 2011 1 comentários

Dentro das religiões monoteístas, o catolicismo é a única que presta reverência a uma mulher tendo esta um papel fundamental. “A grande fé cristã se resume nessa formula: Jesus Cristo nasceu e ressuscitou para a nossa salvação, mas Ele entra no mundo através de uma mulher: Maria”. É o que explica o antropólogo e doutor em teologia, professor Lino Rampazzo.

Segundo o teólogo, a Virgem Maria tem um papel determinante na Bíblia. No Novo Testamento e nos Atos dos Apóstolos, explica o professor, ela aparece poucas vezes, mas em momentos fundamentais: anunciação, nascimento de Cristo, primeiro milagre nas Bodas de Caná, aos pés da cruz e no nascimento da Igreja, no Pentecostes.

O estudioso destaca ainda é Maria a mulher que mostra os cumprimentos das palavras do Antigo Testamento, exemplo de fé e obediência: Ela reza os Salmos, cumpres os preceitos religiosos levando o menino Jesus ao Templo, e ao mesmo tempo é aquela que acolhe e medida as palavras de Cristo em seu coração.

Por meio dos quatro dogmas - virgindade, imaculada conceição, maternidade divina e assunção ao Céu - a Igreja Católica apresenta essa mulher extraordinária que é Maria, enfatiza o teólogo, e todos esses dogmas leva a Cristo. “Ao mesmo tempo que Deus é quem dá a Salvação Ele pede a colaboração humana, pedindo a Maria sua colaboração, e ela se mostra disposta e acredita. E tudo isso nos vem pelas mãos de uma mulher”, afirma.
E dizer que Maria é a mãe de Deus, para o professor, é a forma mais fácil de entender que Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro homem: “Virgem mãe filha do seu Filho”.

A visão de Maria assunta no céu mostra aos cristãos que a meta de todos não está na vida presente, como ressalta o professor, ao afirmar também que ela é aquela que participou primeiramente da salvação de Cristo, por meio dessa assunção.

“Não podemos dizer que falar de Maria nos afasta de Cristo porque tudo que é grande em Maria tem seu fundamento em Cristo”, destaca Lino Rampazzo.

As mulheres da Bíblia

O doutor em teologia salienta também a forte presenta feminina na Bíblia, lembrando as mulher que acompanhava Jesus e os apóstolos. “No momento mais difícil quando Jesus dá seu supremo testemunho na cruz há somente um homem presente e todas as outras eram mulheres. E no dia da ressurreição são as mulheres que vão no túmulo de Jesus”, elucida o professor.

Santo Ambrósio, por exemplo, define a importância de Maria Madalena chamando-a de “apóstola dos apóstolos”, justamente porque é ela quem anunciou a ressurreição aos discípulos.

As grandes mulheres da Igreja

Já no Livro do Gênesis, quando é explicada a criação da humanidade, Deus mostra o papel do homem e da mulher. “Dizer que mulher saiu da costela do homem, significa mostrar que ela não está acima ou abaixo, mas ao lado, a mulher é a companheira do homem, ela o completa. O homem não conseguiria traduzir todos os dons da humanidade se não colocasse a mulher ao seus lado”, enfatiza o teólogo.

Para Lino Rampazza, a mulher é o coração da sociedade e o seu maior dom é a afetividade; sem ela a sociedade seria fria e não perceberia todos os aspectos da realidade.

“Se olharmos as figuras dos grande homens, vemos ao seu lado a figura de uma mulher. Muitas vezes é uma mãe, esposa, uma filha, uma figura de uma mulher que o fez entender e agir melhor na sociedade”, destaca.

No decorrer dos séculos, as mulheres desempenham papéis de grande importância e notoriedade na Igreja e na sociedade. Entre elas, destacam-se as doutoras da Igreja - Santa Catarina de Sena, Santa Teresinha do Menino Jesus e Santa Teresa d'Ávila – , as grandes santas como Santa Clara de Assis, Santas Perpétua e Felicidade, as mártires Santa Águeda e Santa Luzia, e as grandes mulheres católicas do século XX como Madre Teresa de Calcutá e Chiara Lubich.

Fonte: cancaonova.com