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On 04 outubro 2010 0 comentários

Apenas um raio de sol é suficiente para afastar várias sombras.

Filho de comerciantes, Francisco Bernardone nasceu em Assis, na Umbria, em 1182. Nasceu em berço de ouro, pois a família tinha posses suficientes para que levasse uma vida sem preocupações. Não seguiu a profissão do pai, embora este o desejasse. Alegre, jovial, simpático, era mais chegado às festas, ostentando um ar de príncipe que encantava.

Mas mesmo dado às frivolidades dos eventos sociais, manteve em toda a juventude profunda solidariedade com os pobres. Proclamava jamais negar uma esmola, chegando a dar o próprio manto a um pedinte por não ter dinheiro no momento. Jamais se desviou da educação cristã que recebeu da mãe, mantendo-se casto.

Francisco logo percebeu não ser aquela a vida que almejava. Chegou a lutar numa guerra, mas o coração o chamava à religião. Um dia, despojou-se de todos os bens, até das roupas que usava no momento, entregando-as ao pai revoltado. Passou a dedicar-se aos doentes e aos pobres. Tinha vinte e cinco anos e seu gesto marcou o cristianismo. Foi considerado pelo papa Pio XI o maior imitador de Cristo em sua época.

A partir daí viveu na mais completa miséria, arregimentando cada vez mais seguidores. Fundou a Primeira Ordem, os conhecidos frades franciscanos, em 1209, fixando residência com seus jovens companheiros numa casa pobre e abandonada. Pregava a humildade total e absoluta e o amor aos pássaros e à natureza. Escreveu poemas lindíssimos homenageando-a, ao mesmo tempo que acolhia, sem piscar, todos os doentes e aflitos que o procuravam. Certa vez, ele rezava no monte Alverne com tanta fé que em seu corpo manifestaram-se as chagas de Cristo.

Achando-se indigno, escondeu sempre as marcas sagradas, que só foram descobertas após a sua morte. Hoje, seu exemplo muito frutificou. Fundador de diversas ordens, seus seguidores ainda são respeitados e imitados.

Franciscanos, capuchinhos, conventuais, terceiros e outros são sempre recebidos com carinho e afeto pelo povo de qualquer parte do mundo.

Morreu em 4 de outubro de 1226, com quarenta e quatro anos. Dois anos depois, o papa Gregório IX o canonizou. São Francisco de Assis viveu na pobreza, mas sua obra é de uma riqueza jamais igualada para toda a Igreja Católica e para a humanidade. O Pobrezinho de Assis, por sua vida tão exemplar na imitação de Cristo, foi declarado o santo padroeiro oficial da Itália. Numa terra tão profundamente católica como a Itália, não poderia ter sido outro o escolhido senão são Francisco de Assis, que é, sem dúvida, um dos santos mais amados por devotos do mundo inteiro.

Assim, nada mais adequado ter ele sido escolhido como o padroeiro do meio ambiente e da ecologia. Por isso que no dia de sua festa é comemorado o "Dia Universal da Anistia", o "Dia Mundial da Natureza" e o "Dia Mundial dos Animais". Mas poderia ser, mesmo, o Dia da Caridade e de tantos outros atributos. A data de sua morte foi, ao mesmo tempo, a do nascimento de uma nova consciência mundial de paz, a ser partilhada com a solidariedade total entre os seres humanos de boa vontade, numa convivência respeitosa com a natureza.

On 21 agosto 2010 0 comentários

Cruzeiro On Line
O secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Dimas Lara Barbosa, admitiu hoje a possibilidade de católicos votarem em candidatos à Presidência que não sigam todos os preceitos da religião
“O fato de o candidato ser católico não é necessariamente o único critério. A cidadania vai além da confessionalidade. É preciso estabelecer um critério que seja razoável”, disse dom Dimas.
O bispo fez uma distinção entre as eleições majoritárias – para a escolha do presidente da República, governadores e senadores – e as proporcionais (deputados federais e estaduais).
Para ele, nas eleições proporcionais os católicos têm de escolher candidatos “em sintonia com o pensamento da Igreja”, uma vez que há centenas de aspirantes ao cargo de deputado. Tanto dom Dimas quanto dom Geraldo Lyrio Rocha, presidente da CNBB, fizeram questão de deixar claro que a entidade não apóia nenhum candidato ou partido. “Não há por parte da CNBB nenhuma expressão de apoio a esse ou aquele nome. A Igreja não se identifica com nenhum partido e não apresenta nenhum candidato”, afirmou dom Geraldo.
A visita de Dilma à sede da CNBB ocorreu no rastro da polêmica envolvendo o artigo do bispo de Guarulhos (SP), dom Luiz Gonzaga Bergonzini. Em artigo intitulado “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” – postado no mês passado no site da CNBB -, o religioso defendeu o boicote à candidatura de Dilma por considerar que ela defende o aborto. “Eu vi o artigo, mas as minhas posições sobre essa questão são claras”, disse a candidata, sem querer esticar a polêmica.
“A CNBB respeita a posição do bispo de Guarulhos. Ele fez o que sua consciência de pastor julgou que deveria fazer. Cada bispo, em sua diocese, tem absoluta liberdade para dar as orientações. Como ele mesmo disse, a posição que expressava era sua. Não estava falando em nome da CNBB”, observou dom Geraldo.
Desde o mal-estar com o bispo de Guarulhos, que teve o artigo retirado do site, Dilma tem reiterado que nunca defendeu a legalização do aborto.
A candidata do PT chegou à CNBB acompanhada de Gilberto Carvalho, chefe de gabinete da Presidência. Ex-seminarista, Carvalho recebeu do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a tarefa de aproximar Dilma da Igreja Católica. No encontro com dom Geraldo, a petista não tratou de temas espinhosos, como aborto e união civil entre homossexuais. “O assunto aborto veio num conjunto quando fiz referência a questões ligadas à vida. A Igreja é muito sensível em relação à questão da vida. Fiz questão de expressar à candidata para que se eleita, seu governo se volte para a defesa da vida”, resumiu o presidente da CNBB.
Em mais uma tentativa de se tornar simpática à Igreja, Dilma disse ter sido muito bem “acolhida” pela CNBB. Integrante de organizações que pregavam a luta armada, na ditadura militar, ela dirigiu afagos aos religiosos. “Eu me considero grande devedora da CNBB e dos bispos, porque eles tiveram a ousadia de se levantar, na época da ditadura, contra o processo de fechamento que o País vivia”, comentou. “Muitos deles foram responsáveis pela sobrevivência de muita gente.”
Questionada por um jornalista se havia se “convertido”, Dilma abriu um sorriso. “Você me desculpe, mas eu não sou de outra religião para ser convertida. Eu sou de origem cristã e católica Fui batizada”, respondeu a candidata do PT, que estudou no colégio de freiras Sion, em Belo Horizonte.
Há três anos, em sabatina do jornal Folha de S. Paulo, Dilma evitou responder se acreditava em Deus. “Eu me equilibro nessa questão. Será que há? Será que não há?”, afirmou ela, à época. (Eugênia Lopes e Vera Rosa – AE)